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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Brasil não ajuda o FBI a investigar dirigentes de futebol

O presidente da CBF, Marco Polo del Nero participa da entrevista coletiva depois do anuncio dos jogadores que participarao dos jogos contra Argentina e Peru pelas eliminatorias da Copa do Mundo 2018, na Barra, Rio de Janeiro, Brasil, Setembro, Quinta-feira 22, 2015. A selecao jogara em Buenos Aires e Salvador dias 12 e 17 de novembro respectivamente. Foto Alan Lima/Mowa Press
Dois anos depois da deflagração da maior operação contra a corrupção no futebol mundial, que colocou a CBF no centro de um escândalo, o Brasil ainda não pode cooperar com a Justiça dos Estados Unidos na troca de dados sobre os suspeitos. O jornal O Estado de S.Paulo apurou que um recurso impede o Ministério Público Federal de repassar aos norte-americanos informações solicitadas sobre dirigentes ligados à CBF como José Maria Marin, Marco Polo del Nero e Ricardo Teixeira.
No próximo dia 27, o caso completará dois anos. Dos mais de 40 dirigentes e empresários indiciados pelo desvio de mais de US$ 200 milhões (R$ 622 milhões), apenas cinco dos que estão detidos se recusam a admitir culpa, entre eles José Maria Marin.
Os investigadores norte-americanos já fecharam acordos de cooperação com quase uma dezena de governos, diversos deles latino-americanos. Mas uma decisão judicial no Brasil impediu a cooperação com os Estados Unidos, o que freou iniciativas do Ministério Público de confiscar recursos ou enviar aos norte-americanos documentos relativos aos três dirigentes. Uma juíza no Rio proibiu a troca de informações e determinou que apenas as mais altas instâncias do País poderiam dar sinal verde.

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