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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Com 60% contra, Uruguai começa hoje venda de maconha em farmácia

maconha
“Estou esperando que nos informem quais são as farmácias que não vão vender marijuana, porque serão estas as que irei frequentar. Não quero me misturar com delinquentes”, dizia, em tom inconformado, Giordana Soares, 68, na manhã do último sábado (24), no bairro de Pocitos, em Montevidéu. A secretária aposentada não é uma voz solitária.
Segundo pesquisa recente, mais de 60% dos uruguaios são contra a venda de cigarros de maconha nas farmácias do país. Ainda assim, esta, que é a última etapa da chamada Lei da Maconha para que ela seja implementada por completo, entra em vigor neste sábado, 1º de julho.
Aprovada pelo Congresso em 2013, impulsionada pela Presidência de José “Pepe” Mujica (2010-15), a lei já tem seus demais pontos em vigor. Além de descriminalizar a posse, a lei permitiu o cultivo para consumo pessoal (cada usuário pode ter até seis plantas em casa) e criou os clubes de cultivo coletivos, onde até 45 membros se associam para plantar e se beneficiar da colheita, com direito ao consumo de até 40 gramas mensais per capita.

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