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terça-feira, 29 de maio de 2018

Audiência discute atenção e atendimento a pessoas com fissura labiopalatal no RN


O tratamento de pessoas que possuem fissura labiopalatal, conhecido como lábio leporino, foi tema de audiência pública na tarde desta terça-feira (29), na Assembleia Legislativa. Por iniciativa da deputada Larissa Rosado (PSDB), representantes de entidades que tratam sobre assunto e autoridades da área de Saúde Pública discutiram formas de se melhorar o atendimento às pessoas que têm o problema.

A fissura labiopalatal é resultado de má-formação durante o desenvolvimento embriológico do bebê, que implica o lábio, no palato (céu da boca) ou ambos. Caso nasça com o problema, a pessoa pode ter uma fenda no lábio, que pode se estender até à base do nariz, e também uma abertura no céu da boca, em que é possível observar o septo nasal, bem como as conchas inferiores e pode atingir o palato duro e o palato mole. Nesses casos, o canal nasal se comunica com o canal alimentar, o que pode gerar diversas complicações de saúde, além da estética. Por isso, o tratamento requer atuação não somente de um cirurgião plástico, mas também de profissionais de outras áreas. A necessidade de dar atenção a esse público foi o motivo da proposição da audiência pela deputada Larissa Rosado.

"Esse é um tema que precisa de atenção do Poder Público. Só as pessoas que têm o problema e seus familiares sabem sobre as dificuldades da situação. Um atendimento multidisciplinar é fundamental e é preciso que a população tenha conhecimento sobre isso", explicou Larissa Rosado.

Durante o encontro, representantes da Associação dos Pais e Amigos de Fissurados do Rio Grande do Norte (Apafis/RN) expuseram a situação do atendimento no estado. Explicando um pouco sobre o cotidiano das pessoas que têm o problema, que precisam de tratamento, em alguns casos, dos 8 aos 18 anos, o presidente da Apafis, Francisco Edivan de Oliveira Silva, explicou que é necessária a criação de um centro de excelência para o atendimento aos fissurados e também uma maior divulgação para o problema, fazendo com que as pessoas que têm filhos com esse problema informes às autoridades de saúde e não escondam as crianças.

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